Conheça um pouco da história de Fernando de Noronha

O arquipélago de Fernando de Noronha é um vulcão extinto há milhões de anos, sendo o topo de uma cadeia de montanhas submersas nas águas do oceano atlântico.

Distante 545km da costa do estado de Pernambuco e 360km da costa do Rio Grande do Norte. A ilha principal, que também se chama Fernando de Noronha, é a única habitada e possui uma área total de 17km², somando suas 21 ilhas, ilhotas e rochedos, a área total ocupada passar a ser de 26km².

Apesar do seu registro em cartas náuticas desde 1500, sua descoberta é atribuída ao navegador Américo Vespúcio, no ano de 1503, durante a segunda expedição exploradora da costa brasileira, comandada por Gonçalo Coelho. O arquipélago acabou sendo doado ao financiador da expedição, o fidalgo português Fernão de Loronha, daí a origem do nome, o que acabou tornando-a na primeira Capitania Hereditária do Brasil. Contudo, nunca foi ocupada por seu donatário.

Devido ao seu abandono, a ilha sofreu vários ataques de piratas e invasões de holandeses (1629 a 1654) e franceses, de 1736 a 1737. Temendo novas investidas, o Reino de Portugal, através da Capitania de Pernambuco, ocupou Noronha em 1737, implantando um sistema defensivo com 10 fortes, “o maior sistema fortificado do século XVIII no Brasil”, localizados acima de todas as praias onde fosse possível o desembarque.

Nessa mesma época, o arquipélago foi transformado numa Colônia Correcional para presos comuns condenados a longas penas no estado de Pernambuco. Foram esses prisioneiros que construíram todo o patrimônio edificado e o sistema viário que interligava vilas e fortes da ilha. Eventualmente recebeu também presos políticos dos grandes conflitos ocorridos no Brasil.

Em 1938, o arquipélago passa a ser administrado pelo Governo Federal, que instala oficialmente um presídio político na ilha. Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, criava-se o Território Federal Militar. Com a Constituição de 1988, o arquipélago foi reintegrado ao território de Pernambuco e passou a ser o único distrito estadual do país, sendo gerido desde então por um administrador-geral designado pelo governo do estado. Ainda em 1988, Noronha foi declarada Parque Nacional Marinho, passando a coexistir o PANAMAR/FN e a Área de Proteção Ambiental (APA).

Em 1990, foi criado o Projeto Golfinho Rotador, com o objetivo de não só fazer pesquisas cientificas sobre o comportamento natural desses mamíferos, mas também ajudar na preservação dos golfinhos de Noronha.

Apesar de desenvolver atividades de pesquisa e preservação das tartarugas marinhas na ilha desde 1984, o Museu do Projeto TAMAR só foi inaugurado em 1996. Lá você encontra um museu aberto, vários painéis explicativos, réplicas das 5 espécies de tartarugas marinhas que ocorrem na costa brasileira, exposição de esqueletos. Diariamente, a partir das 20h, acontecem palestras temáticas sobre a ilha, sua fauna e flora.

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